Julien Assange e o WikiLeaks: sacanagem ou bom-mocismo?

Talvez sejamos ingênuos quanto ao idelismo de Julien Assange. O rapaz inteligente, de 39 anos de idade, que poderia levar uma vida pacata com esposa e filhos, como um bem pago funcionário de alguma corporação do setor de tecnologia ou de telecomunicações, optou, ao que tudo indica, por uma vida um pouco mais emocionante. Interesses escusos? Pretensões obscuras? Ao menos por enquanto, não dá pra saber. Mas já há por aí uma boataria vinculando o WikiLeaks às mais diversas e improváveis teorias da conspiração. Como se tivéssemos, agora, que esperar que outro “wikileaks” vaze informações confidenciais que ponham a limpo as reais pretensões por trás do bom-mocismo de Assange e seus comparsas. É meio surreal. Ou esquizofrênico…
A verdade é que muito do que envolve os últimos acontecimentos relacionados ao WikiLeaks soa, no mínimo, estranho. As acusações contra o criador do website, sustentadas por duas suecas, supostas vítimas, são heterodoxas demais para o bom senso de um cristão. Pois à primeira delas, que o acusa de sexo de surpresa, sem preservativo, cabe perguntar: foi estupro? Porque tudo indica que não foi estupro, até mesmo porque se tivesse sido um estupro ele estaria sendo acusado por… estupro. Seguindo aquele velho e sábio ditado “quando um não quer, dois não brigam” eu fico aqui tentando imaginar a cena:
“Vamos usar camisinha, né, Assange?
“… ah não, gata, vamos sem…”
“Sério… mas pode ser perigoso, você não acha?”
“Que nada… eu sou saudável… Vamos transar
e, se você não gostar, depois você me processa…”
Surreal? Não, esquizofrênico!
Mas isso não é tudo. Tem ainda a segunda acusadora. Segundo ela, Assange teria usado o próprio corpo para imobilizá-la na cama. O que nos leva à inelutável pergunta: Distinta senhora, o que estava afinal fazendo nua em uma cama junto de seu iminente agressor? Piada? Péssima, talvez.
A promotora do caso se manifestou recentemente dizendo que o pedido de extradição por ela formulado à Justiça Inglesa não tem nenhuma motivação política. O que, desde logo, me tranqüiliza. Mas, se houvesse motivação política, Você, leitor, acha que ela teria contado à imprensa? Eu acho que não.
Então, o que nos resta é esperar pra ver se o WikiLeaks vaza alguma coisa a esse respeito.

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