Pra quase ninguém

O amor não é pra poucos

É mais pra quase ninguém

Pois quem sente muito amar

Não sabe o amor que tem

Nem será bem compreendido

Por quem diz saber amar

Nem será amado tanto

Quanto sente ter pra dar

E frustrado, acabrunhado,

Desvanecido ou irado,

Triste, chorão, irritado,

Com o mundo revoltado,

Ver-se-á tão isolado,

Tentando fugir do amor

Que, sem ter melhor remédio,

Lançar-se-á renovado,

Cheio de vida, empolgado,

Nos braços de nova dor.

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[uma pequena reflexão pós fim de noivado]

“O covarde nunca medrou, nem quem perto dele morou.”


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