Pra quase ninguém
O amor não é pra poucos
É mais pra quase ninguém
Pois quem sente muito amar
Não sabe o amor que tem
Nem será bem compreendido
Por quem diz saber amar
Nem será amado tanto
Quanto sente ter pra dar
E frustrado, acabrunhado,
Desvanecido ou irado,
Triste, chorão, irritado,
Com o mundo revoltado,
Ver-se-á tão isolado,
Tentando fugir do amor
Que, sem ter melhor remédio,
Lançar-se-á renovado,
Cheio de vida, empolgado,
Nos braços de nova dor.
———————–
[uma pequena reflexão pós fim de noivado]
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- Published:
- abril 17, 2011 / 08:07
- Categoria:
- Tudo em forma de poesia
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1 Comentário
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